9 - Debian, ódio ao Windows, GEC.


Quais os meus movimentos sociais na área da tecnologia?

Vivendo em pleno século XXI, no qual a internet modificou e intensificou os movimentos sociais, de maneira que vários deles surgiram por conta das redes sociais, encontro-me não apenas imerso na tecnologia como parte da geração de adultos que mais se adentrou na internet - considerada a primeira geração “nativa digital” - mas me aprofundo ainda mais do que o normal, tendo em vista que sou programador, alguém que contribui com projetos de software livre (inicialmente como tradutor, mas eventualmente como programador em Go e python), e também contribuidor dos projetos Debian e Arch linux, o primeiro mais recentemente, o segundo, no passado.

Motivo de desenvolver software livre / Ódio ao windows.

Enxergo como problema o monopólio de um sistema operacional como se fosse o “padrão correto”, como é caso do Windows. Os motivos para isso variam do escopo que está sendo tratado. A nivel individual, o problema é que o sistema, além de mal-otimizado devido à necessidade de atender à maior variedade possível de hardware, o ecossistema windows encoraja a falta de conhecimento e procura de aprendizado quanto às competencias de letramento digital - em outras palavras, o sistema encoraja o analfabetismo digital.

Mas não apenas no escopo individual enxergo problemas quanto ao Windows, outra ótica que me faz ser contra a adoção em larga escala do sistema é a conhecida conduta de coleta de dados da Microsoft, de forma que o sistema Windows11 pode ser essencialmente considerado spyware (na minha opinião). Nos dias de hoje, essencialmente todo sistema proprietário é, em alguma capacidade, spyware. Isto se deve à necessidade empresarial de aumentar os lucros. Como alternativa à entrega de dados pessoais, o ecossistema linux torna-se atrativo, uma vez que o código do linux é 100% livre e disponivel on-line, de forma que qualquer pessoa possa conferir que de fato Linux - e as suas diversas distros, como o Debian e o Arch - não coleta dados, e caso o faça, o faz de forma transparente.

No escopo de soberania nacional, enxergo a adoção do Windows e de sistemas de empresas estrangeiras como uma das maiores imbecilidades possíveis de serem adotadas a nivel operacional. É conhecida a adoção de Windows e de outras ferramentas proprietárias por parte do governo brasileiro a nivel operacional. Eu, pessoalmente, não consigo conceber como inteligente a ideia de utilizar um sistema estrangeiro conhecido por coletar dados de forma invasiva em sistemas que recebem fluxos colossais de dados oriundos da população. Faz-se obviamente necessária a adoção em larga escala de sistemas nacionais - preferivelmente de código livre (isto é, OSS) - para a execução de tarefas que envolvam informações sensíveis da população, a alternativa atualmente utilizada sendo deixar a segurança dos dados e o processamento dos mesmos na mão de empresas estrangeiras que não atendem aos interesses nacionais.

Quando o assunto se torna hardware, meu desgosto pela Microsoft cresce ao levar em consideração que a empresa está promovendo o maior desperdício e descarte de hardware utilizável já visto na história. O upgrade do Windows 10 para o 11 foi limitado em distribuição não por potência de dispositivos, mas por decisão arbitrária de quais aparelhos seriam válidos para instalar o sistema e quais sistemas seriam inválidos, e portanto, se dependessem da maior empresa desenvolvedora de sistemas operacionais do mundo, seriam obsoletos (a lista de dispositivos que se tornariam/tornaram/tornarão obsoletos figurando na casa dos 400 milhões). Curiosamente, o windows 11 é o único que obriga o uso de uma conta da microsoft para sequer instalar o sistema operacional, além de também contar com “funcionalidades” altamente invasivas quanto à privacidade do usuário (bloatware no caso mais generoso, mas que no fim é apenas spyware que, além de tudo, compromete o desempenho do sistema operacional - algo que para leigos na área da tecnologia pode ser facilmente sumarizado como vírus empresarial).

Além da programação.

Sou programador, mas programador não encapsula tudo o que eu sou. Sou também pesquisador, especificamente da área de IA, o que me torna um tanto mais próximo de um matemático do que a maioria dos programadores. Como pesquisador, me envolvo também em projetos de divulgação científica, como o GEC, do qual alguns dos meus artigos estão disponibilizados neste mesmo site, na seção GEC. Meus artigos, claramente, são sobre matemática e computação - o artigo do qual mais me orgulho até o momento sendo o artigo sobre o que é uma máquina de Turing, o modelo matemático por trás do funcionamento de computadores.